Posts tagged ‘Economy’

04/14/2011

“BRIC in 2020″ Conference & Round Table

Brazil, Russia, India, and China commonly known as BRIC, together constitute more than 25% of the world’s GDP. These countries are projected to grow much faster than developed economies in the next 20 years.

The goal of this conference is to bring together experts on Brazil, Russia, India, and China to discuss social and economic issues facing these emerging economies and how these challenges will affect their political development. Speakers will discuss the implications of this world economic transformation both on domestic politics and on the international order. Is it meaningful to group these countries together? How will these countries use their growing economic power to influence global politics and economic order?

When: Friday May 13th – Saturday, May 14th, 2011, at The University of Chicago
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04/12/2011

China promete a Dilma abrir um centro de pesquisa em Campinas

Por FABIANO MAISONNAVE, da Folha em Pequim

No primeiro encontro de Dilma Rousseff em Pequim, o presidente da empresa de telecomunicações da Huawei, Ren Zhengfei, informou que a empresa quer abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento de até US$ 350 milhões na região de Campinas (SP).

Ren disse ainda que fará a doação de equipamentos de computação avaliados em US$ 50 milhões para universidades brasileiras e presenteou Dilma com um quadro de pandas.

“Ele disse para a presidenta com muita firmeza que a operação deles no Brasil vai se expandir e que o próximo passo é um centro de pesquisa e desenvolvimento”, disse hoje o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.

Segundo ele, a empresa está interessada em participar do plano do governo para expansão da banda larga.

Dilma aterrissou em Pequim por volta das 10h30 (11 horas a mais do que Brasília) desta segunda-feira e não saiu do hotel durante todo o dia. Além de Ren, ela apenas se reuniu com assessores.

Amanhã, Dilma se reúne com dirigente máximo da China, Hu Jintao. A viagem de seis dias inclui a ainda a participação na cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) e uma visita aos guerreiros de Xian, no centro do país.

Em paralelo à visita presidencial, começou ontem um fórum com a presença de mais de 300 executivos brasileiros, numa tentativa de aproximar empresas do país ao mercado chinês.

“A posição do governo é ter uma relação cada vez melhor com a China. A China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil. É uma grande compradora de commodities brasileiras, nos interessa que ela continue sendo uma grande compradora. Mas nos interessa abrir também uma nova etapa, em que a gente seja parceiro na área de ciência e tecnologia, na área de pesquisa. O objetivo dessa visita da presidenta Dilma é inaugurar essa nova etapa”, afirmou Pimentel.

 

04/06/2011

Pré-sal ganha destaque em ação republicana contra reeleição de Obama

Da Folha

O Comitê Nacional Republicano partiu para o ataque contra a precoce campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciada nesta segunda-feira. Entre as “vítimas” da ofensiva, está o Brasil e o interesse de Obama pelo petróleo da camada do pré-sal, apontado como uma contradição com suas promessas de reduzir a dependência dos americanos em petróleo estrangeiro.

No vídeo abaixo postado no YouTube, Obama aparece em fotos com a presidente Dilma Roussef, em sua recente visita ao Brasil, e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e a tradicional camisa da seleção brasileira).

“O petróleo que vocês recentemente descobriram na costa do Brasil […] nós queremos ser um de seus melhores clientes”, narra o próprio Obama, em frases retiradas de seu discurso ao lado de Dilma, em Brasília, em 19 de março. Na época, Obama disse ainda que os EUA vão compartilhar seu conhecimento e tecnologia com o Brasil para exploração dessas reservas.

As imagens são sobrepostas por um slogan de cores democratas com a frase “Obama pede bilhões para o petróleo brasileiro”, título de um vídeo da rede Foxnews, conhecida por sua linha editorial alinhada aos ideais republicanos.

Pouco antes, o narrador diz com ironia e sobre imagens de um brinde com taças de champanhe: “celebrando o fim da dependência em energia estrangeira”.

O comercial escolhe, contudo, ignorar a mais recente citação do Brasil no discurso de Obama no qual estabeleceu a meta de cortar em um terço a importação de petróleo nos próximos dez anos.

Nele, Obama citou o Brasil como um exemplo do uso de biocombustíveis. “Se alguém duvida do potencial desse combustível, veja o Brasil. Mais da metade, dos veículos no Brasil rodam com biocombustíveis”, mencionou Obama ao falar se segurança energética nos EUA.

Este tipo de propaganda agressiva é muito comum na campanha eleitoral americana, que não poupa edições tendenciosas, associações e ironia para mostrar ao eleitor os perigos de votar em um candidato.

Dilma Roussef cumprimenta Barack Obama, no Palácio; imagem é usada para apontar contradição do americano

Sem um nome claro para concorrer com Obama, os republicanos parecem dispostos a usar todo o armamento disponível.

Neste mesmo anúncio de um minuto, a lista de contradições apontadas inclui as declarações de Obama de que não descansará (estrategicamente ilustradas com imagens de suas férias) e reuniões com personalidades importantes (com imagens de seu encontro com artistas como o ex-Beatles Paul McCartney e os Jonas Brothers).

Obama é criticado ainda pela “revolução” do método de gastar mais para cortar o deficit orçamentário, antes de aparecer montado em um unicórnio e deixando um rastro em forma de arco-íris. “Mais quatro anos”, encerra o narrador, com certo tom de ameaça.

 

03/28/2011

Brasil: setor hoteleiro investirá R$ 40 bilhões em 10 anos

Por Naiana Oscar, de O Estado de S.Paulo

Resort Tropical Tambaú, em João Pessoa, Paraíba

A nova onda de crescimento da hotelaria brasileira vai exigir investimentos de R$ 40 bilhões nos próximos dez anos, só para atender a demanda impulsionada pelo crescimento da economia. O número de novos quartos em operação deve passar de 7,7 mil, em 2010, para 36,6 mil em 2020, de acordo com estimativas da consultoria HotelInvest, feitas a pedido do Estado.

A recuperação do mercado hoteleiro no Brasil começou a se delinear no fim de 2009, mas como o ciclo de desenvolvimento desse setor é de três a quatro anos, os reflexos só começam a aparecer agora, de forma ainda bastante modesta. Em 2011, 39 projetos de novos hotéis sairão do papel, segundo a HotelInvest, que representa no Brasil a consultoria HVS Global, especializada no setor e presente em 23 países. A partir do ano que vem, esse número vai praticamente dobrar, chegando a 183 novos empreendimentos em 2020.

Quem não é do setor costuma relacionar esse novo momento da hotelaria aos megaeventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas. “Mas esse é um equívoco”, diz Diogo Canteras, diretor presidente da consultoria. “A indústria não vai construir hotel para a Copa, e sim para a cidade.” A relação mais forte que existe entre os eventos e a retomada do setor, segundo ele, é uma nova linha de crédito do BNDES no valor de R$ 1 bilhão para reforma, ampliação e construção de novos empreendimentos, que integra o pacote de ações do governo federal para a Copa do Mundo. “O prazo já está muito apertado e quem não fizer hotel agora não consegue inaugurar antes dos jogos”, explica Cristiano Vasques, sócio da HotelInvest.

São Paulo. Um bom retrato de que o mercado voltou de fato a se movimentar é a cidade de São Paulo. Desde 2008, a capital paulista não tem um hotel sequer em desenvolvimento. Mas, com base nos projetos que já estão sob análise da Prefeitura, a expectativa é de que já em 2012, seis empreendimentos passem definitivamente à etapa de construção.

Mesmo assim, os negócios no setor hoteleiro paulistano devem ter uma trajetória menos agressiva do que no restante do País. Por dois motivos: os investidores estão de olho em cidades de porte médio, que terão cada vez mais viajantes de negócios, e na classe C que, com uma renda melhor, está se dando ao luxo de viajar a turismo pelo País.

O ritmo mais lento do mercado paulistano também está relacionado à última crise enfrentada pelo setor, em que a euforia para se investir em flats culminou com uma superoferta de quartos e na consequente queda da rentabilidade desses empreendimentos. Foi um fenômeno que atingiu praticamente todo o País, mas afetou São Paulo com mais intensidade.

“É um cenário muito mais positivo e sustentável do que a última onda da hotelaria, que aconteceu entre as décadas no fim da década de 90”, diz Canteras. “E, embora não tenhamos dados históricos daquela época, é possível dizer que essa nova fase será até três vezes melhor para o setor.”

Investidores. Ao contrário do que aconteceu entre 1999 e 2003, agora os investidores parecem mais cautelosos em relação ao mercado. “Era um grupo formado principalmente por profissionais liberais. Agora, temos fundos de private equity e mecanismos de investimento como os fundos imobiliários, que exigem uma profissionalização maior do setor”, explica Vasques.

Desde o fim do ano passado, as principais administradoras de hotéis iniciaram uma corrida para anunciar projetos e atrair a atenção de investidores. Hoje com 144 hotéis no Brasil, o grupo francês Accor pretende colocar em operação 71 novos empreendimentos até 2013, que vão exigir investimentos de R$ 1,2 bilhão. Quase 80% dos novos hotéis são voltados para o segmento econômico. Com isso, a marca Mercure, padrão quatro estrelas, deixará de ser a mais representativa em número de hotéis, dando lugar à Ibis. Outra estratégia do grupo é a expansão da marca Formule 1 por meio de franquias, em cidades com população entre 100 mil e 500 mil habitantes. O projeto prevê a construção de 100 hotéis, ao custo de R$ 500 milhões. O segmento econômico também está no radar da Brazil  Hospitality Group (BHG), da GP Investimentos. A rede pretende criar 2,5 mil quartos por ano até 2015, com investimentos de R$ 300 milhões.

03/27/2011

Private funds still scarce in Brazil infrastructure

From Reuters, São Paulo – Construction projects related to Brazil’s World Cup, already well behind schedule, have run into another unexpected problem — financing.

(Projection of the Maracana Stadium in 2014)

Of the $14 billion that Brazil plans to spend on airports and other projects directly related to the Cup, more than 98.5 percent of the funds will likely come from public-sector sources, according to a report by the Tribunal de Contas da Uniao, the official accountability arm of the Brazilian government.
That wasn’t always the plan. Ricardo Teixeira, the head of the official host committee, said as recently as 2009 that a majority of the funds should come from the private sector, according to media reports at the time.

Other infrastructure projects not related to the World Cup have fared better, especially in the booming oil and gas sector. However, in riskier areas such as airports, seaports and railroads, some say the Brazilian government has yet to create guarantees and make regulatory changes that would attract more private capital.

“In some areas, concrete opportunities just haven’t been structured for the private sector to invest,” said Jean-Marc Etlin, executive vice president at Itau BBA, a Brazilian investment bank.

In Brasilia, officials say they are likely to continue to depend heavily on financing from the state-run BNDES development bank and other public-sector sources to build dams, highways and other big-ticket projects.

“We just don’t see the conditions for a greater participation of the private sector at this time,” said Mauricio Muniz, a Planning Ministry official overseeing infrastructure projects.

The big barrier, from the private sector’s perspective: BNDES is able to offer subsidized long-term loans at far lower interest rates than Brazilian banks. The benchmark lending rate in Brazil is 11.75 percent, one of the world’s highest among major countries, and is likely to rise further this year.

Meanwhile, long-term financing is still a relatively new concept in a country where inflation was running at 2,500 percent fewer than two decades ago. BNDES President Luciano Coutinho has called the bank Brazil’s “only long-term lender.”

The BNDES’s rapid expansion has stirred some concerns. It loaned more than $96 billion in 2010, three times more than the World Bank. Some economists say the rapid credit growth helped push inflation to a six-year high last year.

Coutinho himself has spoken of the need to scale down the BNDES’s operations over time to allow private banks more room. Yet the bank’s delinquency rate is an extremely low 0.15 percent, and many of its private-sector counterparts praise its lending standards and overall credit-worthiness.

“Their monitoring of projects is extremely well done,” said Cassio Schmitt, who works on project finance for Banco Santander in Sao Paulo. He said the BNDES should eventually finance a smaller percentage of projects in Brazil, “but that reduction needs to be done very gradually.”