Posts tagged ‘Brazil’

04/14/2011

“BRIC in 2020″ Conference & Round Table

Brazil, Russia, India, and China commonly known as BRIC, together constitute more than 25% of the world’s GDP. These countries are projected to grow much faster than developed economies in the next 20 years.

The goal of this conference is to bring together experts on Brazil, Russia, India, and China to discuss social and economic issues facing these emerging economies and how these challenges will affect their political development. Speakers will discuss the implications of this world economic transformation both on domestic politics and on the international order. Is it meaningful to group these countries together? How will these countries use their growing economic power to influence global politics and economic order?

When: Friday May 13th – Saturday, May 14th, 2011, at The University of Chicago
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04/06/2011

Pré-sal ganha destaque em ação republicana contra reeleição de Obama

Da Folha

O Comitê Nacional Republicano partiu para o ataque contra a precoce campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciada nesta segunda-feira. Entre as “vítimas” da ofensiva, está o Brasil e o interesse de Obama pelo petróleo da camada do pré-sal, apontado como uma contradição com suas promessas de reduzir a dependência dos americanos em petróleo estrangeiro.

No vídeo abaixo postado no YouTube, Obama aparece em fotos com a presidente Dilma Roussef, em sua recente visita ao Brasil, e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e a tradicional camisa da seleção brasileira).

“O petróleo que vocês recentemente descobriram na costa do Brasil […] nós queremos ser um de seus melhores clientes”, narra o próprio Obama, em frases retiradas de seu discurso ao lado de Dilma, em Brasília, em 19 de março. Na época, Obama disse ainda que os EUA vão compartilhar seu conhecimento e tecnologia com o Brasil para exploração dessas reservas.

As imagens são sobrepostas por um slogan de cores democratas com a frase “Obama pede bilhões para o petróleo brasileiro”, título de um vídeo da rede Foxnews, conhecida por sua linha editorial alinhada aos ideais republicanos.

Pouco antes, o narrador diz com ironia e sobre imagens de um brinde com taças de champanhe: “celebrando o fim da dependência em energia estrangeira”.

O comercial escolhe, contudo, ignorar a mais recente citação do Brasil no discurso de Obama no qual estabeleceu a meta de cortar em um terço a importação de petróleo nos próximos dez anos.

Nele, Obama citou o Brasil como um exemplo do uso de biocombustíveis. “Se alguém duvida do potencial desse combustível, veja o Brasil. Mais da metade, dos veículos no Brasil rodam com biocombustíveis”, mencionou Obama ao falar se segurança energética nos EUA.

Este tipo de propaganda agressiva é muito comum na campanha eleitoral americana, que não poupa edições tendenciosas, associações e ironia para mostrar ao eleitor os perigos de votar em um candidato.

Dilma Roussef cumprimenta Barack Obama, no Palácio; imagem é usada para apontar contradição do americano

Sem um nome claro para concorrer com Obama, os republicanos parecem dispostos a usar todo o armamento disponível.

Neste mesmo anúncio de um minuto, a lista de contradições apontadas inclui as declarações de Obama de que não descansará (estrategicamente ilustradas com imagens de suas férias) e reuniões com personalidades importantes (com imagens de seu encontro com artistas como o ex-Beatles Paul McCartney e os Jonas Brothers).

Obama é criticado ainda pela “revolução” do método de gastar mais para cortar o deficit orçamentário, antes de aparecer montado em um unicórnio e deixando um rastro em forma de arco-íris. “Mais quatro anos”, encerra o narrador, com certo tom de ameaça.

 

04/06/2011

Lula inicia nos EUA carreira de palestrante internacional

Por ANDREA MURTA, da Folha em Washington

Com um discurso sobre educação no Brasil em evento da Microsoft, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura hoje em Washington uma série de palestras internacionais, que promete manter sua agenda cheia por um bom tempo.

Será sua primeira fala remunerada no exterior desde que deixou a Presidência.

Nos próximos dias, fará outras duas: na sexta-feira, em Acapulco, para a Associação dos Bancos do México; e na próxima semana, em Londres, para investidores em evento da Telefónica.

O valor da remuneração que ele vai receber pela palestra nos EUA não foi revelado, mas deve ser superior ao cachê previsto para o Brasil (em torno de R$ 200 mil).

Lula chegou à capital americana ontem, em avião emprestado pela Coteminas.

Pela manhã, se encontrou com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno.

Os dois discutiram a possibilidade de ações comuns entre o órgão e o Instituto Lula. Um ponto de interesse é a aproximação do Brasil com a África.

O ex-presidente almoçou com o embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira, e pretendia passar a tarde revisando o discurso de hoje e passeando –queria ver as cerejeiras locais.

Lula deve partir hoje mesmo para Acapulco e viajar para Londres na próxima terça. Na capital inglesa, além de fazer o discurso a investidores, o ex-presidente pretende se reunir com o historiador Eric Hobsbawm.

No fim de semana, Lula vai para a Espanha para receber o prêmio “Libertad Cortes de Cádiz”. Há uma preocupação nesta viagem –ele quer assistir ao jogo de futebol entre o Barcelona e o Real Madrid, mas ainda não sabe se haverá tempo.

Bem remunerado com as palestras, o ex-presidente não pretende receber recursos federais com duas de suas iniciativas _o Instituto Lula (que viverá de contribuições, inclusive do PT) e a empresa que gerencia suas palestras.

Um terceiro projeto, chamado de Memorial da Democracia, poderá vir a receber verba pública.

 

04/03/2011

Portugal, colônia do Brasil? Uma proposta

Por Patrícia Melo Franco, da Folha de São Paulo

O jornal inglês “Financial Times” saiu com uma proposta inusitada nesta semana: o Brasil deveria anexar Portugal, que se tornaria uma província brasileira, abandonando a União Europeia. O jornal não poupou críticas ao estado atual da nação portuguesa, mergulhada em dívidas, desemprego recorde e com um primeiro-ministro demissionário porque não conseguiu apoio para seu plano de austeridade.

Já o Brasil, antiga colônia portuguesa, cresceu humilhantes 7,5% ano passado e é mercado cobiçado e garantidor de resultados das multinacionais portuguesas como a Portugal Telecom. Enquanto Portugal o Brasil saiu da lista de devedores do Fundo em 2005, e hoje em dia é credor líquido internacional. Daí a ideia de inverter os papéis entre antigos metrópole-colônia.

A proposta do “FT”, obviamente, é uma piada.

Mas é fato que a presidente Dilma Rousseff foi recebida em Portugal nesta semana com ecos de sebastianismo. “Dilma veio com um discurso de parceria estratégica com Portugal, mas tudo o que os portugueses queriam era garantia de que o Brasil vai financiar a dívida portuguesa”, contou-me uma influente jornalista portuguesa. “Queríamos o Brasil salvando Portugal, a Dilma chegando com o cheque e investimentos.”

Portugal está tentando vender seus títulos até para o Timor. Mas, com o rebaixamento pelas agências de classificação de risco –estão a apenas dois degraus da nota ‘junk’– está difícil achar cliente. O país precisa de financiamento de € 21 bilhões entre abril e dezembro. A China, com US$ 3 trilhões de reservas internacionais, comprou apenas US$ 300 milhões de dívida pública portuguesa.

“Os discursos de Dilma e de Lula tiveram de incorporar a disponibilidade para ajudar Portugal na crise da dívida, embora, como se temia, além de palavras de circunstância e de vagas promessas, pouco de substancial tenha sobrado”, dizia o editorial de quinta-feira do jornal Público.

Quiçá os portugueses esperavam do Brasil a mesma generosidade que o caudilho Hugo Chávez demonstrou com a Argentina. Quando os portenhos eram párias absolutos no mercado internacional e o regime bolivariano estava no auge da riqueza dos petrodólares, Chávez foi era p único a financiar a dívida argentina, embora a taxas não muito camaradas.

Mas Dilma foi pragmática e não se comprometeu com nada. “No caso dos títulos, nós temos de cumprir os requisitos que dizem respeito ao uso das reservas do Brasil. Quais são os requisitos do banco central? Que sejam títulos triplo A”, disse. A Standard & Poor’s baixou a nota de risco de Portugal para BBB-. “A única alternativa é a possibilidade de comprar títulos que não são triplo A com garantia. Ou garantia real ou de algum ativo que supra essa deficiência”, completou Dilma.

Integrante da comitiva de Dilma em Portugal, o assessor internacional da presidência, Marco Aurélio Garcia, sublinhou que o Brasil precisa ser generoso com seus vizinhos, em entrevista a Assis Moreira, do Valor Econômico. Ele se referia à negociação das tarifas pagas aos paraguaios pela energia de Itaipu.

A ver se essa generosidade se estende aos países não vizinhos, mas historicamente irmãos.

 

03/31/2011

Gênio do Facebook de olho no Brasil

Por CAMILA FUSCO, da Folha de São Paulo

Depois de mais de uma década vivendo fora do Brasil e distante do empresariado nacional, o brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, começa a se reaproximar do país.

Segundo a Folha apurou, o executivo já declarou a amigos próximos o interesse em viajar ao Brasil nos próximos meses em uma missão que vai além do turismo, como fez das últimas vezes -a última delas há dois anos.

Seu objetivo, segundo relatam esses amigos, é analisar negócios de empresas brasileiras iniciantes de tecnologia (“start-ups”), que atraem cada vez mais o interesse de fundos estrangeiros.

De acordo com executivos do setor, a intenção de Saverin é atuar como investidor-anjo, fornecendo capital para empresas com plano de negócio em estágio inicial, em que poderia investir até US$ 1 milhão. A análise porém, está apenas no início.

Divulgação
O brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
O brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook

A tarefa de convencer Saverin a desembolsar seus dólares, porém, não será fácil. O brasileiro estuda minuciosamente o histórico dos administradores e o potencial de gestão das empresas candidatas a investimento.

No Brasil, Saverin busca projetos de internet que tenham perspectivas de negócio semelhantes às obtidas pela Vostu, empresa de jogos para Facebook e Orkut.

Criada pelo trio de empresários Daniel Kafie, Mario Schlosser e Josh Kushner –egressos do MBA de Harvard, mesma instituição onde Saverin cursou economia–, a Vostu conseguiu em dois anos conquistar cerca de 40 milhões de brasileiros.

No entanto, segundo amigos de Saverin, a Vostu não estaria nos planos de investimentos do brasileiro por estar capitalizada.

Saverin normalmente faz aportes diretos nas “start-ups”, mas não raro encontra outros ex-empreendedores, como na Qwiki, onde é sócio de Jawed Karin, cofundador do YouTube que vendeu o portal ao Google em 2006.

O relacionamento, porém, não é exatamente próximo. “Ainda não tive chance de falar com ele diretamente”, afirmou Karin à Folha, em entrevista por e-mail.

PERFIL

Paulistano, mas criado nos EUA, Saverin ganhou reconhecimento por ter criado, ao lado de Mark Zuckerberg, o Facebook ainda como estudante de economia na Universidade Harvard.

Após disputa judicial em 2005 sobre participação acionária com Zuckerberg -depois de ter sua parte reduzida de cerca de 35% para 5%-, passou a olhar o setor de tecnologia como investidor.

Depois de morar em Miami, Nova York e no Vale do Silício, está baseado em Cingapura, a partir de onde analisa negócios com companhias iniciantes.

RAIO-X DE EDUARDO SAVERIN

IDADE
29 anos

NACIONALIDADE
Brasileiro, mas cresceu nos Estados Unidos

FORMAÇÃO
Economia, em Harvard (2006)

PRINCIPAIS NEGÓCIOS
Petróleo, Facebook, Qwiki (ferramenta multimídia), Anideo (aplicações web) e Jumio (pagamento on-line)