Archive for ‘Business Opportunities’

04/12/2011

Apple e Foxconn montarão iPad no Brasil a partir de novembro

Da Folha de São Paulo

A empresa taiwanesa Foxconn investirá US$ 12 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos para produzir displays (telas), informou nesta terça-feira a presidente Dilma Rousseff.

A empresa, que já tem cinco fábricas no país, também anunciou que montará iPads em território brasileiro a partir de novembro.

A presidente Dilma chegou ontem em Pequim, para uma visita oficial de cinco dias à China.

O projeto da Foxconn envolve a contratação de 100 mil funcionários, do quais 20 mil serão engenheiros, explicou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que vem negociando com a empresa há três meses. Há planos ainda para a construção de uma “cidade inteligente” para instalar a fábrica e os funcionários da empresa, fornecedora de empresas como Apple, Nokia e BMW, entre várias outras.

Mercadante disse que, se concretizado, será o investimento estrangeiro que mais terá gerado empregos na história do país.

O investimento foi anunciado pelo presidente e fundador da Hon Hai (controladora da Foxconn), o taiwanês Terry Gou, durante reunião com Dilma. O encontro deveria ter ocorrido semanas atrás no Brasil, mas acabou adiado devido ao terremoto japonês, que afetou a cadeia de produção da empresa.

A Foxconn é uma das maioras fabricantes de componentes eletrônicos do mundo. Em 2009, seu faturamento chegou a US$ 61,5 bilhões. Apenas no sul da China, tem cerca de 400 mil funcionários.

A CAMINHO

Segundo a Folha informou no sábado, a Apple já enviou ao país os primeiros lotes de componentes para montagem local do iPad.

Um carregamento com componentes já está a caminho do Brasil em contêineres embarcados a partir da Ásia, que hoje concentra a fabricação dos produtos Apple. A previsão de chegada é de até dois meses.

Estudo da Apple no país mostra que há demanda por ao menos 5.000 iPads mensais. Se combinadas com incentivos, até questões sensíveis, como mão de obra –4,5 vezes mais cara que na China–, são resolvidas.

CENTRO DE PESQUISA

Ontem, o presidente da empresa de telecomunicações da Huawei, Ren Zhengfei, informou que a empresa quer abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento de até US$ 350 milhões na região de Campinas (SP).

“Ele disse para a presidenta com muita firmeza que a operação deles no Brasil vai se expandir e que o próximo passo é um centro de pesquisa e desenvolvimento”, disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.

Hoje a chinesa ZTE, empresa de telecomunicações, informou em nota que oficializou uma parceria com a prefeitura de Hortolândia (SP), cidade da região de Campinas, para a construção de um polo de produção industrial na cidade. O acordo foi assinado pelo prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini, em Pequim.

Dilma inaugurou hoje, na capital chinesa, o Diálogo de Alto Nível Brasil-China sobre Ciência, Tecnologia e Inovação.

Diplomatas brasileiros disseram à agência Efe que ciência, tecnologia e inovação são elementos fundamentais para o desenvolvimento, a criação de empregos e a busca de oportunidades, e que Pequim reconheceu em seu Plano Quinquenal a necessidade de mudar o modelo de crescimento, inovar e produzir qualidade para seu mercado interno e exportação.

OUTROS ACORDOS

Também ontem, a China autorizou três dos 13 frigoríficos brasileiros inspecionados a exportar carne suína para o país.

“Um começo. Esperava-se mais”, afirmou à Folha o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, que viajou a Pequim.

Apesar do atual veto à importação de carne suína brasileira, o produto acaba chegando ao consumidor chinês via Hong Kong, para onde é exportado legalmente e em seguido contrabandeada por comerciantes chineses.

A China já é o maior parceiro comercial do Brasil e grande investidor no país sul-americano (US$ 30 bilhões em 2010), principalmente em minerais, petróleo, soja e telecomunicações.

 

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04/12/2011

China promete a Dilma abrir um centro de pesquisa em Campinas

Por FABIANO MAISONNAVE, da Folha em Pequim

No primeiro encontro de Dilma Rousseff em Pequim, o presidente da empresa de telecomunicações da Huawei, Ren Zhengfei, informou que a empresa quer abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento de até US$ 350 milhões na região de Campinas (SP).

Ren disse ainda que fará a doação de equipamentos de computação avaliados em US$ 50 milhões para universidades brasileiras e presenteou Dilma com um quadro de pandas.

“Ele disse para a presidenta com muita firmeza que a operação deles no Brasil vai se expandir e que o próximo passo é um centro de pesquisa e desenvolvimento”, disse hoje o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.

Segundo ele, a empresa está interessada em participar do plano do governo para expansão da banda larga.

Dilma aterrissou em Pequim por volta das 10h30 (11 horas a mais do que Brasília) desta segunda-feira e não saiu do hotel durante todo o dia. Além de Ren, ela apenas se reuniu com assessores.

Amanhã, Dilma se reúne com dirigente máximo da China, Hu Jintao. A viagem de seis dias inclui a ainda a participação na cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) e uma visita aos guerreiros de Xian, no centro do país.

Em paralelo à visita presidencial, começou ontem um fórum com a presença de mais de 300 executivos brasileiros, numa tentativa de aproximar empresas do país ao mercado chinês.

“A posição do governo é ter uma relação cada vez melhor com a China. A China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil. É uma grande compradora de commodities brasileiras, nos interessa que ela continue sendo uma grande compradora. Mas nos interessa abrir também uma nova etapa, em que a gente seja parceiro na área de ciência e tecnologia, na área de pesquisa. O objetivo dessa visita da presidenta Dilma é inaugurar essa nova etapa”, afirmou Pimentel.

 

04/06/2011

Brasileiras têm maiores lucros entre construtoras das Américas

Da Folha

Levantamento da consultoria Economática aponta que empresas brasileiras de capital aberto tiveram os maiores lucros em 2010, considerando somente o setor de construção civil das Américas.

No topo da lista está a PDG Realty, com um lucro líquido de US$ 473,9 milhões apurados em 2010, bem acima da segunda colocada, a americana Walter Industries, com ganhos de US$ 385,8 milhões para o mesmo período.

As companhias brasileiras ocupam as próximas cinco posições (da 3ª à 7ª) no ranking preparado pela Economática, a saber: MRV, Cyrela, Gafisa, Brookfield e Rossi Residencial. Numa lista de dez posições, sete são ocupados por companhias nacionais.

A consultoria também preparou uma lista baseada em volume de vendas, desta vez com presença mais expressiva das construtoras americanas, a exemplo do primeiro lugar — a Pulte Homes– com um volume de US$ 4,44 bilhões em imóveis comercializados, e do segundo lugar –a Horton– com uma cifra de US$ 3,96 bilhões.

No terceiro lugar, a PDG é a brasileira mais bem posicionada nesse ranking, com vendas calculadas em US$ 3,13 bilhões.

Essa companhia também possui o segundo maior valor de mercado (total de ações multiplicado pelo preço corrente na Bolsa) entre as empresas de construção civil da América Latina e EUA: US$ 6,67 bilhões, considerado os valores do pregão de ontem.

No primeiro lugar está a americana Walter Industries (US$ 7,48 bilhões). A americana NVR ocupa a terceira posição (US$ 4,42 bilhões).

 

04/01/2011

For Hedge Fund Investors, Brazil Is the Country of Now

BY AZAM AHMED, The New York Times

Cars at the port in Rio de Janeiro. Last year, Brazil's economy grew 7.5 percent, attracting the interest of hedge funds.
Antonio Scorza/Agence France-Presse — Getty ImagesCars at the port in Rio de Janeiro. Last year, Brazil’s economy grew 7.5 percent, attracting the interest of hedge funds.

Ten years ago, Goldman Sachs proclaimed that Brazil was among the new economic powerhouses. Now it is the next frontier for hedge funds.

Looking to capitalize on the fast-growing region, global hedge fund managers have started to descend on Brazil. The industry’s biggest players are wooing top talent, opening new offices and buying local firms — all part of a broader effort to expand their investment reach.

“Latin America suffered because it was always believed that ‘Brazil is the man of the future and always will be,’” said Marko Dimitrijevic, founder of Everest Capital, a Florida-based emerging market hedge fund that oversees $2 billion. “But it looks like the future is now.”

Late last year, JPMorgan Chase’s Highbridge Capital purchased a majority stake in Gávea Investimentos, a top Brazilian hedge fund. Brevan Howard, one of Europe’s largest hedge funds, recently set up shop in São Paulo. This week, the first Hedge Fund Brazil Forum, an industry conference held at the Copacabana Palace Hotel in Rio de Janeiro, drew hundreds of attendees, including representatives from premier shops like Paulson & Company and SAC Capital Advisors.

In all, hedge fund assets devoted to the region rose 75 percent, to $21.4 billion, in 2010, according to data from Hedge Fund Research.

The strategy follows a well-worn playbook for hedge funds. Just as firms moved into Hong Kong to gain entry to the lucrative Chinese market a decade back, they are using Brazil as a beachhead for the rest of Latin America. The Hedge Fund Association planted an official industry flag on Wednesday, establishing a regional chapter with a local outpost in Brazil.

The appeal is obvious. While many developed countries have sputtered amid weak economic growth, Brazil has continued to thrive, given its rich reserve of natural resources and growing middle class. Last year, the country’s gross domestic product increased 7.5 percent — helping catapult Brazil ahead of Britain and France to become the fifth-largest economy in the world.

“In the past five years, about 34 million Brazilians entered the middle class,” said Oscar Decotelli, a partner at Vision Brazil Investments, a $2 billion alternative investment firm based in São Paulo. “This for a population of 200 million is significant. Brazil is not just a commodity story, but a very strong domestic story.”

Brazil may also benefit from a shifting emphasis in developing countries. Money has poured into China and the rest of region in recent years, prompting fears that the region is a bubble ready to burst. Asia, excluding Japan, accounts for half of hedge fund assets dedicated to emerging markets. By comparison, Latin America represents roughly 11 percent.

“People were a lot more bullish on Asian markets over the last two to three years because everything seemed to be going one way,” said Anurag Bhardwaj, head of strategic consulting at Barclays Capital, which is set to publish a survey on investor sentiment in April. “Investors are looking to other markets less correlated but with good fundamentals, and Brazil definitely falls into that category.”

Even so, the region faces headwinds. While Latin America has been relatively strong coming out of the global economic crisis, analysts are becoming increasingly concerned about inflation. The investment bank Goldman Sachs recently cut its growth forecasts for Brazil for 2011 and 2012.

Investors, too, are worried that the flood of new money piling into the market could eventually lead to diminished returns. Over the last five years, the MSCI Latin America index has gained an annualized 13 percent — the best performance of any emerging market region.

“What is the famous saying? If the taxi driver is talking about an investment, you know it’s time to sell,” said Mr. Decotelli of Vision Brazil.

But Mr. Decotelli says he thinks Brazil and the rest of the Latin America are still at the beginning of a growth story. The addition of large institutional players should help the market evolve, rather than hold it back.

“We’re still an industry very much dominated by local investors,” he said. “It is very important we are open to the international community. We will have better liquidity and diversification of strategies.”

As they explore this new territory, hedge funds are looking to well-connected executives with strong local ties. As in Asia, firms are tapping prominent names to lead their efforts, giving them much-needed political and business contacts in the country.

When Highbridge purchased a majority stake in Gávea last year for $6 billion, the deal came with the firm’s marquee founder, Arminio Fraga, the former president of the central bank of Brazil. Brevan Howard tapped Mario Mesquita, former deputy of the country’s central bank, to run its new research operations in Brazil.

A local presence serves two purposes. First, it allows for quick, on-the-ground research. That’s especially important as companies look increasingly beyond their borders for growth. In the first quarter of the year, deals aimed at Brazil amounted to $13.2 billion, a 370 percent increase over the comparable period in 2010, according to Thomson Reuters.

Second, hedge funds can better woo potential investors in the region, a newfound source of wealth. Last spring, Morgan Stanley opened a hedge fund office in São Paulo to service Latin American clients.

“Some people built too much too fast in Hong Kong, so as a general matter they are going to approach Brazil with more of a ‘Hey, let’s try this out’ rather than ‘Let’s put 16 people on the ground right away,’ ” said Daniel Hunter, a partner at the law firm Schulte Roth & Zabel. “All I can tell you is that there is definitely a desire in parts of the hedge fund space to find out what’s going on in Brazil and find out how to tap into it.”

 

03/31/2011

Gênio do Facebook de olho no Brasil

Por CAMILA FUSCO, da Folha de São Paulo

Depois de mais de uma década vivendo fora do Brasil e distante do empresariado nacional, o brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, começa a se reaproximar do país.

Segundo a Folha apurou, o executivo já declarou a amigos próximos o interesse em viajar ao Brasil nos próximos meses em uma missão que vai além do turismo, como fez das últimas vezes -a última delas há dois anos.

Seu objetivo, segundo relatam esses amigos, é analisar negócios de empresas brasileiras iniciantes de tecnologia (“start-ups”), que atraem cada vez mais o interesse de fundos estrangeiros.

De acordo com executivos do setor, a intenção de Saverin é atuar como investidor-anjo, fornecendo capital para empresas com plano de negócio em estágio inicial, em que poderia investir até US$ 1 milhão. A análise porém, está apenas no início.

Divulgação
O brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
O brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook

A tarefa de convencer Saverin a desembolsar seus dólares, porém, não será fácil. O brasileiro estuda minuciosamente o histórico dos administradores e o potencial de gestão das empresas candidatas a investimento.

No Brasil, Saverin busca projetos de internet que tenham perspectivas de negócio semelhantes às obtidas pela Vostu, empresa de jogos para Facebook e Orkut.

Criada pelo trio de empresários Daniel Kafie, Mario Schlosser e Josh Kushner –egressos do MBA de Harvard, mesma instituição onde Saverin cursou economia–, a Vostu conseguiu em dois anos conquistar cerca de 40 milhões de brasileiros.

No entanto, segundo amigos de Saverin, a Vostu não estaria nos planos de investimentos do brasileiro por estar capitalizada.

Saverin normalmente faz aportes diretos nas “start-ups”, mas não raro encontra outros ex-empreendedores, como na Qwiki, onde é sócio de Jawed Karin, cofundador do YouTube que vendeu o portal ao Google em 2006.

O relacionamento, porém, não é exatamente próximo. “Ainda não tive chance de falar com ele diretamente”, afirmou Karin à Folha, em entrevista por e-mail.

PERFIL

Paulistano, mas criado nos EUA, Saverin ganhou reconhecimento por ter criado, ao lado de Mark Zuckerberg, o Facebook ainda como estudante de economia na Universidade Harvard.

Após disputa judicial em 2005 sobre participação acionária com Zuckerberg -depois de ter sua parte reduzida de cerca de 35% para 5%-, passou a olhar o setor de tecnologia como investidor.

Depois de morar em Miami, Nova York e no Vale do Silício, está baseado em Cingapura, a partir de onde analisa negócios com companhias iniciantes.

RAIO-X DE EDUARDO SAVERIN

IDADE
29 anos

NACIONALIDADE
Brasileiro, mas cresceu nos Estados Unidos

FORMAÇÃO
Economia, em Harvard (2006)

PRINCIPAIS NEGÓCIOS
Petróleo, Facebook, Qwiki (ferramenta multimídia), Anideo (aplicações web) e Jumio (pagamento on-line)