Archive for ‘Americans in Brazil’

04/06/2011

Brasileiras têm maiores lucros entre construtoras das Américas

Da Folha

Levantamento da consultoria Economática aponta que empresas brasileiras de capital aberto tiveram os maiores lucros em 2010, considerando somente o setor de construção civil das Américas.

No topo da lista está a PDG Realty, com um lucro líquido de US$ 473,9 milhões apurados em 2010, bem acima da segunda colocada, a americana Walter Industries, com ganhos de US$ 385,8 milhões para o mesmo período.

As companhias brasileiras ocupam as próximas cinco posições (da 3ª à 7ª) no ranking preparado pela Economática, a saber: MRV, Cyrela, Gafisa, Brookfield e Rossi Residencial. Numa lista de dez posições, sete são ocupados por companhias nacionais.

A consultoria também preparou uma lista baseada em volume de vendas, desta vez com presença mais expressiva das construtoras americanas, a exemplo do primeiro lugar — a Pulte Homes– com um volume de US$ 4,44 bilhões em imóveis comercializados, e do segundo lugar –a Horton– com uma cifra de US$ 3,96 bilhões.

No terceiro lugar, a PDG é a brasileira mais bem posicionada nesse ranking, com vendas calculadas em US$ 3,13 bilhões.

Essa companhia também possui o segundo maior valor de mercado (total de ações multiplicado pelo preço corrente na Bolsa) entre as empresas de construção civil da América Latina e EUA: US$ 6,67 bilhões, considerado os valores do pregão de ontem.

No primeiro lugar está a americana Walter Industries (US$ 7,48 bilhões). A americana NVR ocupa a terceira posição (US$ 4,42 bilhões).

 

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04/06/2011

Pré-sal ganha destaque em ação republicana contra reeleição de Obama

Da Folha

O Comitê Nacional Republicano partiu para o ataque contra a precoce campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciada nesta segunda-feira. Entre as “vítimas” da ofensiva, está o Brasil e o interesse de Obama pelo petróleo da camada do pré-sal, apontado como uma contradição com suas promessas de reduzir a dependência dos americanos em petróleo estrangeiro.

No vídeo abaixo postado no YouTube, Obama aparece em fotos com a presidente Dilma Roussef, em sua recente visita ao Brasil, e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e a tradicional camisa da seleção brasileira).

“O petróleo que vocês recentemente descobriram na costa do Brasil […] nós queremos ser um de seus melhores clientes”, narra o próprio Obama, em frases retiradas de seu discurso ao lado de Dilma, em Brasília, em 19 de março. Na época, Obama disse ainda que os EUA vão compartilhar seu conhecimento e tecnologia com o Brasil para exploração dessas reservas.

As imagens são sobrepostas por um slogan de cores democratas com a frase “Obama pede bilhões para o petróleo brasileiro”, título de um vídeo da rede Foxnews, conhecida por sua linha editorial alinhada aos ideais republicanos.

Pouco antes, o narrador diz com ironia e sobre imagens de um brinde com taças de champanhe: “celebrando o fim da dependência em energia estrangeira”.

O comercial escolhe, contudo, ignorar a mais recente citação do Brasil no discurso de Obama no qual estabeleceu a meta de cortar em um terço a importação de petróleo nos próximos dez anos.

Nele, Obama citou o Brasil como um exemplo do uso de biocombustíveis. “Se alguém duvida do potencial desse combustível, veja o Brasil. Mais da metade, dos veículos no Brasil rodam com biocombustíveis”, mencionou Obama ao falar se segurança energética nos EUA.

Este tipo de propaganda agressiva é muito comum na campanha eleitoral americana, que não poupa edições tendenciosas, associações e ironia para mostrar ao eleitor os perigos de votar em um candidato.

Dilma Roussef cumprimenta Barack Obama, no Palácio; imagem é usada para apontar contradição do americano

Sem um nome claro para concorrer com Obama, os republicanos parecem dispostos a usar todo o armamento disponível.

Neste mesmo anúncio de um minuto, a lista de contradições apontadas inclui as declarações de Obama de que não descansará (estrategicamente ilustradas com imagens de suas férias) e reuniões com personalidades importantes (com imagens de seu encontro com artistas como o ex-Beatles Paul McCartney e os Jonas Brothers).

Obama é criticado ainda pela “revolução” do método de gastar mais para cortar o deficit orçamentário, antes de aparecer montado em um unicórnio e deixando um rastro em forma de arco-íris. “Mais quatro anos”, encerra o narrador, com certo tom de ameaça.

 

04/01/2011

For Hedge Fund Investors, Brazil Is the Country of Now

BY AZAM AHMED, The New York Times

Cars at the port in Rio de Janeiro. Last year, Brazil's economy grew 7.5 percent, attracting the interest of hedge funds.
Antonio Scorza/Agence France-Presse — Getty ImagesCars at the port in Rio de Janeiro. Last year, Brazil’s economy grew 7.5 percent, attracting the interest of hedge funds.

Ten years ago, Goldman Sachs proclaimed that Brazil was among the new economic powerhouses. Now it is the next frontier for hedge funds.

Looking to capitalize on the fast-growing region, global hedge fund managers have started to descend on Brazil. The industry’s biggest players are wooing top talent, opening new offices and buying local firms — all part of a broader effort to expand their investment reach.

“Latin America suffered because it was always believed that ‘Brazil is the man of the future and always will be,’” said Marko Dimitrijevic, founder of Everest Capital, a Florida-based emerging market hedge fund that oversees $2 billion. “But it looks like the future is now.”

Late last year, JPMorgan Chase’s Highbridge Capital purchased a majority stake in Gávea Investimentos, a top Brazilian hedge fund. Brevan Howard, one of Europe’s largest hedge funds, recently set up shop in São Paulo. This week, the first Hedge Fund Brazil Forum, an industry conference held at the Copacabana Palace Hotel in Rio de Janeiro, drew hundreds of attendees, including representatives from premier shops like Paulson & Company and SAC Capital Advisors.

In all, hedge fund assets devoted to the region rose 75 percent, to $21.4 billion, in 2010, according to data from Hedge Fund Research.

The strategy follows a well-worn playbook for hedge funds. Just as firms moved into Hong Kong to gain entry to the lucrative Chinese market a decade back, they are using Brazil as a beachhead for the rest of Latin America. The Hedge Fund Association planted an official industry flag on Wednesday, establishing a regional chapter with a local outpost in Brazil.

The appeal is obvious. While many developed countries have sputtered amid weak economic growth, Brazil has continued to thrive, given its rich reserve of natural resources and growing middle class. Last year, the country’s gross domestic product increased 7.5 percent — helping catapult Brazil ahead of Britain and France to become the fifth-largest economy in the world.

“In the past five years, about 34 million Brazilians entered the middle class,” said Oscar Decotelli, a partner at Vision Brazil Investments, a $2 billion alternative investment firm based in São Paulo. “This for a population of 200 million is significant. Brazil is not just a commodity story, but a very strong domestic story.”

Brazil may also benefit from a shifting emphasis in developing countries. Money has poured into China and the rest of region in recent years, prompting fears that the region is a bubble ready to burst. Asia, excluding Japan, accounts for half of hedge fund assets dedicated to emerging markets. By comparison, Latin America represents roughly 11 percent.

“People were a lot more bullish on Asian markets over the last two to three years because everything seemed to be going one way,” said Anurag Bhardwaj, head of strategic consulting at Barclays Capital, which is set to publish a survey on investor sentiment in April. “Investors are looking to other markets less correlated but with good fundamentals, and Brazil definitely falls into that category.”

Even so, the region faces headwinds. While Latin America has been relatively strong coming out of the global economic crisis, analysts are becoming increasingly concerned about inflation. The investment bank Goldman Sachs recently cut its growth forecasts for Brazil for 2011 and 2012.

Investors, too, are worried that the flood of new money piling into the market could eventually lead to diminished returns. Over the last five years, the MSCI Latin America index has gained an annualized 13 percent — the best performance of any emerging market region.

“What is the famous saying? If the taxi driver is talking about an investment, you know it’s time to sell,” said Mr. Decotelli of Vision Brazil.

But Mr. Decotelli says he thinks Brazil and the rest of the Latin America are still at the beginning of a growth story. The addition of large institutional players should help the market evolve, rather than hold it back.

“We’re still an industry very much dominated by local investors,” he said. “It is very important we are open to the international community. We will have better liquidity and diversification of strategies.”

As they explore this new territory, hedge funds are looking to well-connected executives with strong local ties. As in Asia, firms are tapping prominent names to lead their efforts, giving them much-needed political and business contacts in the country.

When Highbridge purchased a majority stake in Gávea last year for $6 billion, the deal came with the firm’s marquee founder, Arminio Fraga, the former president of the central bank of Brazil. Brevan Howard tapped Mario Mesquita, former deputy of the country’s central bank, to run its new research operations in Brazil.

A local presence serves two purposes. First, it allows for quick, on-the-ground research. That’s especially important as companies look increasingly beyond their borders for growth. In the first quarter of the year, deals aimed at Brazil amounted to $13.2 billion, a 370 percent increase over the comparable period in 2010, according to Thomson Reuters.

Second, hedge funds can better woo potential investors in the region, a newfound source of wealth. Last spring, Morgan Stanley opened a hedge fund office in São Paulo to service Latin American clients.

“Some people built too much too fast in Hong Kong, so as a general matter they are going to approach Brazil with more of a ‘Hey, let’s try this out’ rather than ‘Let’s put 16 people on the ground right away,’ ” said Daniel Hunter, a partner at the law firm Schulte Roth & Zabel. “All I can tell you is that there is definitely a desire in parts of the hedge fund space to find out what’s going on in Brazil and find out how to tap into it.”

 

03/26/2011

Estrelas de Hollywood no Complexo do Alemão para divulgar ‘Rio’

Do Uol Notícias

(Foto de Vanderley Almeida/AFP)

Os atores americanos Anne Hathaway e Jesse Eisenberg promoveram nesta sexta-feira o longa-metragem de animação “Rio” no Complexo do Alemão, o conjunto de favelas carioca que era um importante reduto criminoso até ser tomado pela Polícia e pelas Forças Armadas em novembro passado.

Os dois atores de Hollywood assistiram nesta sexta-feira a uma exibição do filme no Cinema Carioca, uma moderna sala equipada para produções em 3D que foi inaugurada dentro do Complexo do Alemão depois que a comunidade foi ocupada pela Polícia.

Anne, que no mês passado apresentou o Oscar, prêmio ao qual concorreu em 2009 por sua atuação em “O Casamento de Rachel“, e Eisenberg, que ganhou popularidade após interpretar o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, no filme “A Rede Social” estão no Brasil desde segunda-feira para promover o filme do brasileiro Carlos Saldanha.

Os dois emprestaram suas vozes aos principais personagens de “Rio”, animação em 3D que narra a história de Blu (Eisenberg), uma simpática arara azul que viaja ao Rio de Janeiro para conhecer Jewel (Hathaway), uma fêmea de sua espécie com a qual passeia pelas principais atrações da cidade.

O longa-metragem, dirigido por Saldanha, criador da saga cinematográfica “A Era do Gelo“, tem sua estreia prevista para 8 de abril no Brasil e para uma semana depois no resto do mundo.

Na exibição estiveram presentes cerca de 50 alunos de escolas públicas do Complexo do Alemão selecionados por suas boas notas.

Assista o trailer!

http://www.youtube.com/watch?v=02ksrSBAlGE

 

03/23/2011

All hail the Pibão

The Economist
Mar 10th 2011, 19:08 by H.J. | SÃO PAULO

BEFORE I came to Brazil I was baffled by the suffix “inho” (feminine form: “inha”). It is used a lot in Brazilian Portuguese, my textbook explained: as a diminutive; as an endearment; for emphasis; to indicate displeasure—and my favourite, “in a manner that is characteristic of the language, without defined meaning”. I guess you have to be Brazilian to get all the nuances, but now that I’ve lived here for all of eight months I’m starting to get a handle on some of them.

It makes nicknames: the footballer Ronaldinho was christened Ronaldo (it is, by the way, pronounced “een-you”, so unless you speak Portuguese you’ve probably been saying his name wrong). As a diminutive I hear it all the time: “Só um minutinho” (Just a moment); “Pouquinho mais?” (A little more?). A “velhinha” is a little old lady. But “obrigadinho(a)” means “Thanks a lot”, with even more doubtfulness of interpretation than in English. (Grateful? Caressing? Sarcastic? Cross?) From observation, the interrogative “Cafezinho?” appears to mean: “Would you like a small, vilely strong and oversweetened cup of coffee?” Often, as far as I can tell, it means little more than: “It’s been a few minutes since I’ve added ‘inho’ to anything, so I’ll stick it on to this noun, right here.”

It’s so multi-purpose that my family has started sprinkling it around, even in English: my five-year-old has a “skateboard-inho” and when we fly we keep our “suitcase-inho” with us in the cabin. I’m now thinking about adding another hard-working Portuguese suffix to my English vocabulary: the augmentative “ão”. Lots of Portuguese words end with this sound, which comes out like “ow” with nasalisation, like the French hum in “bon”. Add it to a word that doesn’t have it, and you make it bigger or stronger: your boss is a “chefe”, but a Big Boss is a “chefão”, and there is a well-known all-you-can-eat steak house in Rio de Janeiro called “Porcão”. (“Porco” means pig.)

The “ão” suffix got an outing on the national stage on March 3rd, when last year’s GDP figures were released. Brazil grew by 7.5%, a rate it hasn’t managed since 1986. How to express the sheer immensity of one’s pleasure? Such a prodigious achievement! Such a colossal economy! For Brazilian politicians and commentators it was easy: take the Portuguese acronym for gross domestic product (PIB: produto interno bruto), stick “ão” on the end and declare Brazil the proud possessor of a “Pibão”. Dilma Rousseff, the president, even declared the “Pibão” to be “bão”. To express that in English you would need to say something absurdly clumsy like: “The mega-GDP was mega-good.” I feel another attack of Portuglish coming on.